ESTRELA
Marlene Constantino
Às
vezes falo de estrelas
daquelas que vejo à noite
e sonho de
dia.
Da luz que acende o céu do mundo
ilumina o vazio do
peito.
São todas tão parecidas
são olhos de fogo na minha
solidão.
Algumas tão fugidias
escapam do céu, escorrem
doridas.
Tão logo,
tudo foge ao controle
revira_volta numa
eterna agonia...
Os olhos reclamam sorriso e canto
sonham o
lusco-fusco das madrugadas.
Veja, são tantas
Estrelas
enfeitando o vago do terraço
enquanto debruçada, des_faleço
na
inútl beleza do inalcançável.
Ah
se o coração pudesse explicar:
- Estrela,
por que te quero
tão minha?!
15/08/2011