EU...
      
Eu sou a palavra, que o meu verso atina.
Broto por dentro, transbordo para o lado de fora,
vivendo tudo o que morre, pouco a pouco
nas esquinas d'um momento chamado vida.


Sou as águas, que dos meus olhos escorrem
de dentro para fora, que se debulha como flor
em alegria e dor... Cruz e espada sou.


Sou o provável e o improvável do sonho,
que o cotidiano abre e fecha atrás de um manto
chamado esperança;


Sou o querer e o desespero atrás de um pranto
chamado espera.
No brilho, d'um olhar distante, talvez seja eu
num codinome 'Alguém'...
      
Marlene Constantino

31/12/2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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