Nos teus mares fui somente súdita,
quis ser princesa, quis ser rainha.
Vesti-me de sereia para alcançar-te guerreiro;
só trevas fostes, um anjo, esculpido em frio granito.
Nos céus fui a estrela cadente, guia, que te seguia.
Das luzes, que caia do firmamento, em folguedos,
fostes chuva artificial, que encobriu meus sonhos.
Da flor azul, que prometestes, tive só o espinho
cravado no meu coração, o amor, que ardeu.
Fui só espuma na ponta da espada, na tua ira;
fostes amarga saliva em minha boca, cristalizada.
Rompem-se os pilares, que sustentava o teu altar,
e em idílios, tranco todas as minhas desilusões.
Longe das tuas garras , faço do futuro
a lança, que me levará a novas redenções.
03/02/2008

