![]() POEIRA
NOS OLHOS *Marlene
Constantino* Como
o apagar das velas o sol se vai, mais
um pouco o olhar da lua. Nem
começo nem fim, talvez um meio de
satisfazer os caprichos da vida. Como
dormir e acordar respirar
pra não morrer de tédio. Eu
não termino em ti, nem tu em mim mas
sei, andamos perdidos nos vãos de nós entre
a poeira e a luz. Parece
louco o pensamento, mas
é como se fosse um labirinto e
fazemos o jogo dos contrários. Precisamos
nos perder para nos encontrar. Fechar
os olhos para amar. Começar
para terminar... Viver para morrer. E
se me perco de mim e me encontro em ti? Será
que isto já não é certo? Sabe-se
lá quantos olhos tem os luares? Não...não
posso me perder de ti... de
desgosto também se morre. Contemplo
o espaço, escondo o cenário para
não te ver no mundo da lua e
não chorar. 14/11/2009 ![]() |