SAGA
* Paulo Silveira de Ávila *
 
 
O horizonte se estende
numa lassidão de fim de tarde
pressentindo o aconchego do pôr-do-sol
em lampejos místicos
entre a palavra e o coração.
Na curva suave de seu abraço
lembranças fluidas transcendem meu olhar
que caminha até o último raio de luz,
examina espaços espreita momentos
 traduzindo mistérios, sons e movimentos
 ao encontro da noite que chega lentamente.
A vida passa, faço um jogo sem disfarces
em alguns acertos gerados ao acaso
marcando ainda aquele abraço.
No corre-corre estelar de um para outro céu,
uma carta salta do baralho imaginário
e canta, saudade, saudade...
até quando?
Saga que passa pelo meridiano desconhecido do coração
 como um grito curva-se sobre este poema
e segue...
 
 
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1856698
Música  -  My One  True  Friend -  Coleção particular de Simonecz
 
 
 
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