|
Tão covarde quem torna o silêncio, noite escura, instante perverso é esse dos alienados; mulas sem cabeças em atalhos vazios... É assim, tão vesga, a luz que vem da neblina? E, ideais em rituais profanos tombam descrentes, suicidas. Silência-te? Ouço sirenes, bombas na boca do mundo. Socorre! Por que morrem tantas palavras, tantas idéias em malfadado caminho? Quantas forem as perguntas, tantas serão as respostas... Tanto norte acende nas reticências... reflexões, suposto credo, verdades absolutas... mas tudo gaia ironia por trás do muro dos covardes. Corre...Socorre! Passos em fuga não movem a poesia, escorre dos olhos o futuro... Alivio? Não, morte lenta!
|