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Tango Aisha Ainda vejo as
luzes entremeando o salão, as mãos
deslizando no corpo que desperta o
sentido do desejo, e no abraço delibera
os anseios que crescem no ritmo da
paixão. O sangue
aquece no compassado do carinho, em
voltas nessa dança à certeza do
querer, um mesmo pensamento ligando o
ser ao ter pelos seios gotas de
desejos deslizam seu
caminho. Olhar e
sedução, os passos mostrando o
ritmo, na dança, os corpos no bailado
entorpecente, entregam-se sem o pudor
que carrega toda gente
às
metáforas das notas que faz o som do
violino. Mais
outra volta nas voltas que a vida
dá, no salão já deserto, o amor sem
destino e só, acorda, e sobre a mesa
a tristeza reduzindo a pó e no corpo
ainda o desejo que na lembrança
está. Aliviar a
dor que dilacera o coração, mais um
copo do ardente consolo apagando a
mente, dos pecados cometidos de forma
vil e inconseqüente dando à morte o
amor que vestiu de
traição. No
adeus, o mesmo ritmo que mostrou o
amor, cai o corpo que tanto da paixão
esperou, pára a música no salão onde
encenou seus desejos mais íntimos,
hoje enterrados na
dor.
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