A POESIA

Não cabem nestes versos ternos,
áridas palavras
Fica o abismo de palavras ásperas
no uso destes registros sonhados,
trespassadas de não
No fundo,
o poema escuta silente tristeza
oculta na mordaça da mudez sufocante
Do poema emana a brisa
que sente o som da tarde, que ouve
o que cantamos
Um verso que não se escreva,
nem se sinta, mergulha no limbo do fim
e na máscara do nada
O poeta lapida a palavra no granito
e entrega à sina impregnada de delírios
e metáforas que se fundem
carregadas de amor
O poeta não termina seu poema,
simplesmente interrompe,
porque outros poemas nascerão,
já que o amor se desnuda nos seus dedos
e o amor não tem definição,
é cravo, rosas, espinhos, espelho de vidas,
invólucro de sentimentos.

Paulo Silveira de Ávila

Publicada no Pspcyber poesias sob o registro nº 31b2c333
http://www.pspcyber.com.br/poesias
 
 
 
 
 
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