
A VIOLA
* Marlene Constantino *
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O que se espera, quando
o violeiro toca a sua sina..
Os caminhos não se cruzam
seguem em paralelas ruas.
Os braços não acolhem
e o coração nada quer...
O que podemos fazer
pra que o amor aconteça
e satisfaça o que se quer?
São tantos caminhos vazios
percorridos em ruas sem fim
e não se alcança.
Ainda me vejo sem violeiro,
e de mim me perco
sem mapa, sem traço,
tentativas jogadas ao vento
mergulhada em saudades tantas,
faltando pedaço, só farrapo em mim.
Não contava com isso,
nem sabia que pecava tanto
nessa procura.
A viola desafina e chora suas mágoas.
Viola e violeiro não se tocam
aos poucos o amor se finda.
17/01/2009
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