Alma...A minha
Alma minha,
que abriga a dor secreta de querer
amar
responde-me o que pergunta o silêncio
diga-me onde está,
quem eu procuro, quem eu quero!
Alma...
que se abriga onde não a
vejo
porém faz-me sentir a cada dia mais
o meu desejo
sem no
entanto o apontar...
Alma que eu busco,
mostre-me os seus
segredos
que o tempo é curto e eu preciso amar
Preciso ter, entre as
estrelas, nem que seja,
alguém que nesse céu imenso
que me cobre,
e à vida
esteja um dia a me esperar...
Entre seus braços fortes,
no calor dos seus abraços
quero esconder o meu cansaço,
meu
desapontamento.
Mais tarde, quem sabe,
depois de saciar a sede da
saudade
afogar em beijos quentes, prementes,
toda a minha
ansiedade.
Alma...
não se cale desse jeito,
sem cor e sem
efeito
como se não existisse aqui
dentro do meu peito ou no meu
pensamento,
que indócil lhe procura sempre
querendo ser seu
companheiro...
Tiveste amor e recusaste,
sem me explicar
porque
disseste apenas que há almas
que não se contentam em
saber
do pouco que lhes cabe...
Querem mais!
Querem sempre
mais...
e esta é você!
Porque não se limita a ser,
como outras
almas
que como disse o poeta:
"tem um corpo moreno nem sempre
sereno
nem sempre explosão..."
Porque se inquieta dentro do meu
ser,
cheia de querer
sem nada conseguir...
Alma!
Alma!...
apressa-te, enquanto ainda estou aqui
um dia será tarde
demais,
para tentar me colocar nas mãos
a dádiva de ser
feliz!!!
Tere Penhabe
Itanhaém,
24/03/2004_04:41hs