Amanhã, talvez...
 
Marlene Constantino
 
Ouvirei palavras, que a lua cala
Talvez seja uma ode triste, ou de alegria
o princípio, ou um fim de canto,
recitada pelo espírito, que sombreia o mar.
Talvez acorde para sensações
brote flores no canto destes olhos
e os lábios sejam, forte convicção
e o tormento se torne platéia da dor,
que neste canto vagueia.
Depois, amanhã talvez,
o mar se feche engolindo os rios
que hoje teima e escorre.
O porvir não sei, nem sei
porque o espírito insiste em voar
nos montes, se vago em ruínas...
Um amanhã, talvez, povoando a mente.
 
29/05/2009

 

 

 

 

 

 
 
 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 


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