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“CAMPO
DE DELITOS” Amarga
recordação Desespero
que se estende Nunca se
finda Dói
ainda a ferida A marca
que carrega O
assombro de um campo imenso. Queria
poder dormir e esquecer Para não
ter que morrer um tanto por dia Diante
das atrocidades que viveu. Vagões
carregados de fedor Amores
separados brutalmente Braços
vazios pra sempre. Corpos
oferecidos por um naco de comida Vidas
contra vidas Numa lei
de sobrevivência. Uma raça
enlouquecida Querendo
dizimar outra tão desprotegida Fruto de
uma mente hedionda Liderando
uma carnificina desmedida. Fornos
carregados de uma fumaça de carne viva Pavor
alastrado pelos campos Tingindo
de vermelho Deixando
a fome ficar sedenta. E tudo
se repete de novo Mil
vezes em sua mente Num
pesadelo constante. Vive só
e em sobressalto Num
pavor que lhe acompanhará por toda vida. Homem
sem identidade Que
cansou de perder E morrer
tantas vezes Todas... Que lhe
arrancaram abruptamente dos seus braços Todos
aqueles que tanto amava Até não
sobrar mais nada Até
secar todas as lágrimas E a
garganta secar pelos gritos rasgados. Nunca
será mais o mesmo Não tem
só o corpo marcado A alma
também está esfacelada. Vegeta
agora pelos dias Esperando
o dia de ser levado De
encontro aqueles seres amados Aqueles... Que no campo maldito foram sepultados.
Marcos Sergio T. Lopes 01/08/2008
Sonia Salete
Meu coração arrepia ao ver tais atrocidades Cabe à cada um acabar com estas maldades Tendo um coração puro Vivenciando as Verdades...
Triste história da humanidade! Não pense porque não saibas Que não continuem outras cenas de horror Que acabam com todo AMOR!
Todos nós devemos findar com o terror, Mudando os quadros em nova vida, Cada um fazendo sua parte, Vivendo na amorosidade!
Quadros que envergonham a humanidade! Somos herdeiros de tais atrocidades! Triste herança! Mude sua parte! 26/04/2010 SP
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