“CUSPINDO A DOR”

 Marcos Sergio

 

 

Insinua essa paz que se fazia ausente

Desde o instante que torrente se fez presente

Lavando o ser por inteiro.

Chega o gorjeio onipotente

Do riso que fugiu há tempos

Quando a lágrima chegou soberana

Tomando conta dos olhos

Que perderam o brilho

Ficando opacos permanentemente.

O coração arrisca uns passos de dança

Diante da felicidade que retornou

Dando alento ao coitado

Que havia sido esquecido

Por não ter mais o que sentir

Diante das perdas consumadas.

A escuridão da noite

Verga frente ao brilho do dia

Agora carregado de sol

Trazendo consigo total euforia.

A chuva rega os campos sem dó

Fazendo-os florir

Num encantamento mágico e envolvente

E o céu se coloriu de azul

De norte a sul

Dizendo que a tempestade foi embora

Sem ter tempo pra voltar.

O amor toma conta de tudo

Percorrendo todas as entranhas

Expulsando a tristeza

Que andava cansada de chorar.

A vida renasce

Invade...

Diz em altos brados:

Vem!

Sinta!

Deixe-se levar!

 

Marcos Sergio T. Lopes – 28/01/2008

 

 

BEBENDO AMOR

*Marlene Constantino*

 

Bebendo amor aos goles, 

perpetuas a vida...

cantas e se ri esquecidas odes.

 

Soa em júbilo uma canção, 

cantada pelo sofrido coração,

que sonhastes, já perdido.

 

Autua em sagrado púlpito de amor,

canta a vida um doce renascer.

 

Asas benditas, hasteadas na subida

num chamado lírico; ao sol altivo

curva-se o arco, a flecha lança.

 

Tenra flor, haste sem dor

ressurge lânguida das cinzas...

Vem brotar o amor, onde palpita.

 

07/08/2008

Com carinho : ASOL*

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                 

 

 

 

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