“DELIRIO”

 

 

E, lentamente, os olhos se fecharam

Querendo juntar o tanto que inflava no peito

Numa vontade insensata

Que insistia em não passar.

Uma brisa fria!

Fingindo caricia em minha fantasia.

E essa coisa de querer sem suas delicias

Que implora o doce da vitrine

Que não podia comprar.

Só o gosto na boca do imaginar

Só os lábios plenos...

Tão enfermos.

E as mãos

Ah! As mãos...

Desvairadas em seus delírios

Fingia o toque que poderia não chegar.

Era assim:

Tão intenso!

Que já doía por dentro.

E um tanto tão imenso

Que afogava voraz a emoção

Que não se cansava de se agigantar

Fazendo a cabeça girar

Sem ter tempo de passar.

Precisava tal qual o ar

Uma miragem para agarrar

E esse coração?

Que não coopera com o esquecimento.

O corpo febril sente frio

E seus olhos se abrem

Trazendo uma realidade tão nua

Levando tudo embora

Deixando esse “presente” tão indecente

Gargalhando sem se importar

Com seus olhos que escorrem sem cessar.

 

Marcos Sergio T. Lopes – 02/03/2009
 
 
 
 
 
 
 

Em delírio!

 

E quando os olhos se fecham

Nada junta o que rasgou no peito

Um amor sem jeito

Um desejo insatisfeito...

Esta sensação de vazio

Um coração aflito...

Os olhos cerrados ainda

Alimentam esta fantasia

Um corpo que implora aos poucos

Um adormecer em tuas caricias...

O imaginar do beijo

O sentir do desejo

Faz-me inflamar!

Não, não há nada que possa fazer este tempo parar

Não há saída para quem ama insanamente

Um amor inconseqüente

De quem se entrega sem pensar...

È tanto sentir, é tanto amar

Que fico a imaginar

Existe será?

Ou somente meu coração a fantasiar?

Enquanto em delírio sinto tuas mãos

Uma lagrima solitária escorre pela face

Fazendo-me lembrar que esta fantasia

Hoje se tornou só um lamento...

Um só lamento!

 

Iaramel

03/03/09

 

 
 
 
 
 
 
 
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