DESEJO
PROIBIDO
Pecado
escorrendo em gotas
Tomando
meu corpo
Invadindo
minh´alma
Numa
loucura incandescente
Algo
que me aterroriza
Não me
deixando esquivar de suas garras!
Amarra-me
em sua teia
Causando
sensações que me apavoram
Desejo
que tento fugir a qualquer preço
Mas
que me emaranha em seu novelo.
Não
posso... Não devo!
No
entanto me alavanca e seduz
Fazendo-me
viajar na imaginação
No
corpo que me concebeu
Numa
febre desenfreada que me causa medo.
Tento
afastar a todo custo esses pensamentos
Enquanto
uma onda estranha não deixa que eu esqueça.
Cerro
os olhos com força
Na
ânsia louca de banir essa volúpia
Enquanto
meu corpo todo estremece
Nessa
cobiça que me adoece
Deixa-me
enlouquecido!
Rogo
nas minhas orações para que se afaste
Esse
desvario descabido
Vil e
profano...
Nada
acontece!
Só um
avolumar de sensações que tento escorraçar
Mas
que me faz inane
Jogando-me
nos braços devassos da luxuria
Que me
causa longas horas de desatino.
Peço
perdão...
Enquanto
meu ser implora e instiga
Querendo
me jogar nos braços proibidos.
Marcos
Sergio T. Lopes – 21/11/2007
DESEJO PROIBIDO
*Marlene
Constantino*
Entregava-me aos
teus seios
sem
a mácula do profano
onde
matava a minha sede
e todo
o meu ávido prazer.
Ah!
doia
doia
tanto, sem saber porque.
Num
desvario inconsciente
minha
alma apaixonada
investia
meu corpo frágil
em teu
corpo imaculado.
Ah dor
!!
por
que tu me arrebenta e cega?
Teu
corpo esguio
instigava-me às
fantasias
enroscava-se
em profundas teias
e meus
olhos inocentes, choravam.
Ah dor
!
Por
que duvidava que era minha?
Que
amor foi aquele que senti
já
condenado ao
corte, à morte?
Que
sangue era aquele que escorria
por
minhas entranhas?
Ah que
dor!
sentia-me
esquartejado, dolorido,
traído
e engolido
por meu desengano.
Castrado,
ferido sigo,
com
esse buraco que não cicatriza
e me
deixou nessa incompletude...
Nessa
eterna procura de mim...
....Ou
de ti?