|
|
DIGA...ONDE VOCÊ
ESTÁ?! Diga prá mim Dessa dança da vida Que nunca sei
dançar. Tento pegar o ritmo Mas me perco nos acordes da
melodia E dentro de mim fica essa sensação de vazio Que me diz
de desencantos Lavando a cara toda Num encharcar de
prantos Com um gosto de despedida ferida Que fica grudada num
travo na garganta. Vida esquisita essa... Que quer que eu siga
em frente Enquanto me açoita com tantas faltas Deixando-me
desfalecido diante das feridas. O pensamento vaga e nada
encontra Então rio da minha desgraça Já que chorar me causa
extremo cansaço. Sei que em algum lugar você também tenta E
dança... Assim como eu. Vida maldita Cheia de
desencontros Em acordes esquisitos e aflitos Que nos deixa
assim...tão sem nós. Vou continuar aqui sonhando com
você Enquanto você fica aí Tentando me encontrar em qualquer
lugar. Quem sabe amanhã... Num capricho da vida Teu olhar
cruze com o meu Para que meu sonho e o teu Não tenha mais que
sonhar E o coração possa descansar. Marcos Sergio T.
Lopes - 08/04/2008
ENTÃO ME
DIZ
Marlene
Constantino
A vida tem diversas
melodias Então me diz por que não buscar a música, que o
passo alcança...por que não aprender a dança? Então me diz por
que as feridas nuncam cicatrizam e por que cutucamos até sangrar
novamente..? Então me diz por que queremos resolver
tudo sozinhos, como se os nossos problemas fossem unicos,
exclusivos nossos...? Então me diz por que nossos olhos
buscam o lado mais esfumaçado, que impede enxergar do outro
lado...? Por que edificamos tantos muros ao nosso redor, e nos
contentamos olhar em frestas e presos continuamos em nossa
própria cela..? Então me diz por que fechamos a porta quando
precisamos abrir, nos fazemos de morto enquanto a vida brilha lá
fora...? Então me diz por que paramos em pensamentos trancamos
os passos, quando o segredo é avançar? Agora me diz por que os
olhares não se cruzam, por que os caminhos se interrompem, por
que os passos não acompanham e por que as buscas parecem
inalcansáveis..? É certo que chove em todos os telhados e que
o sol entra por todas as frestas, mas atrás de todos os muros há
sempre alguém que espera, e há sempre alguém que se aventura
e consegue voar. Necessidade ou
capricho?
ASOL*
 |
|