"ESCORRENDO PELA VIDA"

 

Vivia no mundo das nuvens

Romanticando mais que devia...

E assim se repartia:

Tiras finas e sentidas.

Achava que devia sofrer e... sofria.

Depois, se jogava na cama,

Totalmente vazia.

Ah! Pobre coitada

Que de amar não se cansava

E que se dilacerava

De uma maneira tão escorrida.

Morria tantas vezes

Que já nem sabia quando estava viva.

Seria assim por toda vida

Nasceu desse jeito:

Dolorida...

 

Marcos Sergio T. Lopes

 

 

 

Foi preciso um retalho de sonho,

um que fosse para sentir,

que ainda podia dar cor à vida.

Dos sabores precisou

prova-los todos os gostos.

Precisou sentir,

que a vida era um pouco mais,

do que aparentava ser.

Sentir-se fluido

para enxergar além dos muros,

ser um passo

para atravessar a porta

e ter um fio de esperança. 

Sentir a chegada, a partida,

o dentro e o fora. 

Um par de asas para saber

a diferença entre o céu e o inferno.

Ah! Quantas lágrimas contou

dentro de um choro convulsivo.

Ah! Quantos silêncios descobriu

dentro de um único silêncio.

Nas águas do mar via cintilar

mais vida, que morte,

mais começo, que fim.

Quantos arranhões precisa

um coração para identificar,

que está amando?

 

Marlene Constantino

 

 

 

 
 
 
 
 
 

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