"ESCORRENDO
PELA VIDA" Vivia
no mundo das nuvens Romanticando
mais que devia... E
assim se repartia: Tiras
finas e sentidas. Achava
que devia sofrer e... sofria. Depois,
se jogava na cama, Totalmente
vazia. Ah!
Pobre coitada Que
de amar não se cansava E
que se dilacerava De
uma maneira tão escorrida. Morria
tantas vezes Que
já nem sabia quando estava viva. Seria
assim por toda vida Nasceu
desse jeito: Dolorida... Marcos
Sergio T. Lopes
Foi preciso
um retalho de sonho, um
que fosse para sentir, que
ainda podia dar cor à vida. Dos
sabores precisou prova-los
todos os gostos. Precisou
sentir, que
a vida era um pouco mais, do
que aparentava ser. Sentir-se
fluido para enxergar além
dos muros, ser
um passo para
atravessar a porta e
ter um fio de esperança. Sentir
a chegada, a partida, o
dentro e o fora. Um
par de asas para saber a
diferença entre o céu e o inferno. Ah!
Quantas lágrimas contou dentro
de um choro convulsivo. Ah!
Quantos silêncios descobriu dentro
de um único silêncio. Nas
águas do mar via cintilar mais
vida, que morte, mais
começo, que fim. Quantos
arranhões precisa um
coração para identificar, que
está amando? Marlene
Constantino
|