" FRUSTRAÇÃO"
 
Deixa-me aqui
Perdido em meu desconsolo
Nesse gosto desordenado
Tão platônico
Insosso e indisposto
Nessa coisa de querer
Sem nunca poder ter algo de você.
Que eu fique com meu corpo largado
Jogado e desesperado
Nessa nudez desconexa
Que perdeu o gosto de festa
Tendo apenas um tanto de nada
Que valsa e nunca se afasta
Te leva cada vez prá mais longe
Sem me dar qualquer chance.
Deixa...
Por favor, deixa...
Até que eu me consuma sem qualquer espaço
Até que escorra a ultima gota
Até que eu esqueça que você existe.
 
Marcos Sergio T. Lopes
03/10/2008
 
FRUSTRAÇÃO
*Marlene Constantino*
 
Foi tanto, 
que me consumi no pranto.
Aquele tolo envolvimento doeu 
e arrebentou o velcro da razão.
O que pensei ser, não fui.
Foi tamanha a desilusão,
 que os meus pés
 não encontraram o chão.
O que pensei ser, não fui,
perdi o que nunca existiu,
ficou o abandono cheio de tudo.
Já nem sei se essa dor foi só minha,
sua, ou fruto daquela fantasia.
Me poupe, eu não mais creio.
Me largue, me rejeite, me odeie,
me jogue  pra bem longe
aonde os teus olhos não me vejam
nessa bolha inflada de ilusão.
 
ASOL* - 22/11/2008

 

FRUSTRAÇÃO
 
 Deixo-me gostar desorientado
 E cada lado que olho
 É um sonho  embaçado,
 Se fosse só platônico,
 Mas algo não era normal,
 Ou não deveria ser
 Por ser irônico,
 Bom seria se fosse só prazer,
 Porque não acerto no que escolho?
 Quando chego perto é longe.
 Dizem que a vida é um jogo,
 Que este jogo não se prolongue
 Com tanta tortura nos dias,
 Com tanto frio,
 Que queima como fogo.
 
 Ai meu Deus eu quero uma chance,
 Com os olhos de hoje e cabeça atual,
 Antes que para o nada
 Meu tempo copiado avance;
 Que eu nada mais diga,
 Porque só penso em minha amada..
 
 
 Não deixe que seja só frustração
 Ainda resta muito chão,
 
 Talvez um pouco árido
 Com meu pranto pálido.
 
 Em que mesmo me envolvi,
 Foi com razão o que sofri?
 
 No teu chão que meus pés não sentem,
 Eu me iludo e meus olhos mentem.
 
 Mas o que existiu finalmente,
 O que alguém sentiu e ainda sente?
 
 Acho que ainda sou descrente e mudo,
 Mas para um adeus eu deveria ser surdo.
 
 Que fantasia besta e doida,
 Veja só no que foi dar?
 
 Não me odeia nem esquece,
 Não me chama e desaparece.
 
 WALTERBRIOS 24/11/2008 00:08:46
 
 Poema inspirado no dueto FRUSTRAÇÃO DE Marcos Sergio T. Lopes e Marlene Constantino, momentos similares.

 

 

 

 

 

 

 

 

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