![]() IRREVERENTE
Marlene Constantino
Vivia contente , lábios rubros desenhando a flor alegria. Assim me via, sem aflitos dias, como a suave bailarina espargindo a alma num gesto natural, voejando no ar, na terra com passos ridentes, até que, ceifastes meu riso com a tua malévola irreverência. Insisto, circundo-te as costas num balé de emoções e profundo é o desencanto, tirano o desprezo, que os meus olhos assistem. Suspira magoado o meu peito, cadente voz, que o mar recolhe: A calma perdida nos dias meus. 14/03/2010
MINHA IRREVERÊNCIA Walterbrios Eu deixei minha flor sem regar, Meu jardim sem adubo, Sem nada tratar, Muito e fiz sem nada fazer, Aconteceu o que eu não podia crer Ao bailado do ser que não dei importância Do encanto que você era para mim. Perdoa a minha irreverência! Seu riso eu perdi do meu, Seu balé suave não baila em meu palco, Você é o amor que da vida fiz desfalco. Hoje fala o desencanto causado, As costas viradas, o desprezo deixado. Vou deixar de tentar esquecer Tanta coisa que queria dizer, Suspirar sem seus lábios beijar, Sem sua voz que acalmava meus dias, Tudo o que eu não via, Que não soube amar. SSABA 16/3/2010 Inspirado no poema
IRREVERENTE
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