NO LIMITE...
Diante dos momentos que passavam indiferentes.
Não tinha nenhuma razão
Nem qualquer persuasão.
Não tinha nada!
Era um zumbi
Tão parado e calado.
Ria...
Deslavadamente
Desgraçadamente...
Da sua própria agonia.
Não doeria mais
Já havia atingido o ápice intenso
Mesmo que sapateasse...
Tinha chegado ao limite.
E por mais que a vida lhe intigasse
Nem ligava para sua euforia.
O tempo não lhe importava
Nada lhe tirava dos braços da letargia.
Ficaria assim...
Pelo resto de seus dias.
Marcos Sergio T. Lopes – 10/03/2010
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NO LIMITE
Marlene Constantino
Oh dor por que me escolhestes?!
Por que insistes escorrer em mim?
Não mil vezes não!
Chega... Cansei... Esgotei...
Sai... Tu não me pertence,
não nasceu comigo.
Vai-te,
pela mesma via que entrou.
Estranha lama
que me estanca o sangue
suma... desapareça...
Devolva-me a paz, a vida
meu riso solto.
Nada, mas nada mesmo,
vai me deixar fazer pacto contigo,
nada me fará lamentar.
Saiba que, jamais
entregar-te-ei meus passos.
Então vai-te agora,
segue outra via, deixa-me vazia
Deixa-me viver agora!
Depois? Só depois...
Pensarei no fim.
25/10/2011



