"O BEIJO ROUBADO"
 
Voou...
Tão silente quanto o momento da chegada
Arranhou até sangrar
Depois partiu
Deixando a chaga aberta
E a incompreensão estupefata
Tomando conta das aguas.
Tocou o botão
Seduziu a emoção
Para depois se fazer um adeus
Sem qualquer possibilidade de uma volta.
Foi assim que se fez:
O toque na flor
E um vazio
Que fez a flor, despetalada,
Tombar murcha
E ela, lagarta,
Se recolher no seu casulo
Já que não podia sentir nada
Mesmo que ainda tivesse as narinas
Carregadas do perfume
Daquela flor que beijara
Para depois partir em vôo raso e desesperado.
 
Marcos Sergio T. Lopes
11/09/2011
Seu

BEIJO ROUBADO

Walterbrios

 

 

Desde o momento da chegada sangrou,

Ronronou no coração partido em chagas,

Um beijo no silencio ela desfechou,

Com intolerância e pretensões largas,

 

Quis tomar conta das águas com sedução,

Até o ar perfumou antes de dizer adeus,

Quis o tempo todo ser dona da situação,

Meu chão e minhas coisas fossem seus.

 

Revolta-me o vazio, seu descaso frio,

Pétalas de flor murcha tão mal arrumada

Um futuro inteiro que se tecia por um fio,

Hoje se recolhe em seu casulo sem sentir nada.

 

Fora amada desde o começo da invernada,

Fugiu na primavera já pensando em verão,

Queria ser um canto e sumiu encantada,

Deixando um pranto e uma triste canção.

 

SSABA 23/09/2011

Inspirado no poema O BEIJO ROUBADO de Marcos Sergio

T. Lopes

 

Walter