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O POÇO
Marlene Constantino
O poço de boca
escancarada,
agita e chama...
e o canto da roldana,
cala...
Nenhuma goteira.
Tudo silencia.
Parece que nem a grama
respira,
ela ama um
chuvisco...
Por onde ele anda, que não
vem
Mergulhar
no encanto de um poço
contente?
Jogar uma estrela nas águas
de uma boca
carente...?
27/12/2009
"OCO"
Um olhar perdido no
vazio
Um silencio só lambido pela
brisa
Uma vontade impetuosa
Sacudindo sem parar.
Essa coisa silenciosa fazendo de
mim sua casa
Nem sei o que penso
Melhor não pensar...
Já que não faz
diferença!
Deixa que molhe tudo:
por fora e por dentro!
O lábio seco
Sem endereço...
Só vento e o
pensamento
E o vazio vagando tão oco por
dentro
Marcos Sergio T. Lopes
28/12/2009
... E, o poço de boca
escancarada
grita mais um tanto,
como se quisesse mover a
roda
da vida.
Sacudir, soltar as
cordas,
ouvir a voz de um soluço
molhado,
penetrando
as paredes secas de um olhar
encolhido.
Ouvir um canto de
glória
escorrendo
nas bordas vazias de um
céu recolhido.
*Marlene Constantino*
28/12/2009

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