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“SÓ”
Hoje me
encontro
A mercê do meu corpo
desfalecido
No lúgubre temor que me
toma
Que invade o meu
coração
Deixando esse vazio
imenso.
Um silêncio atroz me
resta
E por mais que
negue
Só ele se faz companheiro
agora.
Me desfaço de todas as
ilusões
Ignoro a
vida
Para me atrelar apenas e tão
somente
Nessa falta de emoção que me
invade
Nem riso, nem
lágrimas
Nem dor, nem
lamento
Nada!
Deixo minh´alma
vagar
Nua... Pelos meus
dias.
E fico vagando em
círculos
Para não chegar a lugar
nenhum.
Nada
balbucio
Me falta
palavras
Restando apenas esse gosto amargo na
boca.
Deixo que tudo se
faça
Com os lábios
selados
Os olhos
secos
E o coração
calado.
Vou indo... Sem
parar
Enquanto tudo se amarga ao meu
redor.
E assim se faz o
tempo
E acontece a
vida
E morre todos os
momentos.
Amanhã...
Amanhã será o mesmo de
ontem
O nada de
hoje.
E
eu?
Eu estarei
aqui:
Calado,
amordaçado
Sem saber dos meus
dias. Marcos Sergio T. Lopes
04/02/07 – 02:00
hrs
FORMATAÇÃO E ARTE BY LIA
REIS |