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“EM VÃO” Laços que se arrastam Num lento caminhar Ficam as marcas do meu rastro. Pede um pouco de sonhos à vida Para tentar apagar um pedaço de
realidade Que quer esquecer nesse
entardecer. Um vento frio de outono Trespassa seu corpo sem dó Trazendo um arrepio junto com seu
assobio. Cerra os olhos com toda força Fingindo dormir para enganar a
vida Para que essa traga um único
sonho. Nada acontece... O silencio é só o que existe Nada mais! Tenta uma vez mais mendigar Diante da vida a lhe espreitar Mas essa é tão esperta, Não se deixa enganar. Fica então sem sentido Diante da noite que já chega e lhe
abraça. Mais uma noite... Com todos os seus vazios! Sem sonhos... Sem nada! Longa noite de olhos abertos Onde os momentos são tão lentos E açoitam tanto seu corpo. Ficará assim... Até que o dia dê o ar de sua
graça Fazendo-o esquecer Que não tem nada pra sonhar Já que a vida só lhe permite Um naco de melancolia Numa lagrima tinhosa Que não se cansa de minar. Marcos Sergio T. Lopes 09/04/2008
NADA É EM VÃO *Marlene Constantino* Viver por viver vãos momentos, vãos sentimentos, vãs verdades, é vida sem rítimo e colorido. É preciso sentir profundamente o existir. Na pele os sentimentos marcados por lavas escorridas, a água e o fogo, que constitui o ser. Tantas lágrimas ressentidas em momentos de dor e agonia, minando a desesperança, que a taça do amor não apazigua, nem brinda a vida em brilho e cor. É preciso sentir profundamente o existir. Os caminhos, os atalhos tantos, os abismos frente ao pânico das nossas caídas. A ascenção do corpo e da alma em nossos voos infindos. A glória do entendimento e reconhecimento da vida em sua plenitude. Ninguém ri por rir, nem chora por chorar. Todo riso tem uma dor que antecede, e cada dor lembra um sorriso. Não se vive por viver, vivemos pra existir. Nada é em vão! 10/02/2009 ASOL*
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