PROIBIDO QUERER
*Marlene Constantino*
"Marcos Sergio T. Lopes"
 
Mesmo que, os nossos corpos
se exponham aos mais belos sóis,
até que, se esgotem todos os prazeres,
estará o olhar projetado naquele
 "eu e você" em cada luar esperado.
 
E os gritos dos corpos se calam
São abafados pelo impossível
Que, com sua boca escancarada,
Diz um "não" sempre incompreensível.
 
Mesmo que, no amanhã 
sejamos mais uma rama ressequida,
em qualquer página esquecida...
E, mesmo que, os traços se percam
em mais uma prega na face...
 
Ao longo do tempo
Depois que esse, marcar sem piedade
A calada vontade estará presente.
Velhos por fora
Tão vivos por dentro!
 
mostrará o espelho, o reflexo
daquele proibido querer... Calado no tempo,
no peito guardado... Os lábios selando
o que por baixo da mesa escondia.
 
Nada mudará o que já está escrito
Ficará sempre esse embolar no peito
Grudado as esses silencios
Que conterão os lábios
Algoz do sentimento proibido.
 
De todas as maneiras, sentirá a alma,
a boca almejada, o proibido sonhado.
De todas as maneiras, estará o desejo
no paraíso do beijo não provado.
 
Ficará a imaginação
Grudada no gosto fantasiado
Com a alma revirada
Pedindo um amor
Que deverá ficar sempre calado.
 
 
 
15/09/2009
16/09/2009
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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