MODINHA AO LUAR
Marlene Constantino
 
Um dia haverá de encontrar-me

oh felicidade! 

num jardim forrado de bem me quer...

Há quem diz:

Que nem todos os vales são escuros,

nem todas as janelas se fecham para o sol.

 Nem toda despedida declara

o fim da estrada

e que a lua só brilha para os enamorados.

Pelo sim, pelo não, fica assim:

saia por ai, jogue fora os beijos dados,

finja por um momento, que me esqueceu...

Aquele que parte um dia volta,

nem que seja para recordar

a velha choupana, deixada à sombra

de um ipê amarelo.

Como um bem-te-vi na varanda

vem ciscar farelos de lembranças...

Sei que tu virás...

Malandro é assim, vai e volta

como aquele beija-flor atrevido,

num impulso de querer trazer

o beijo molhado,  com aquela

velha desculpa de quem saiu e esqueceu

 de fechar a porta !

 

17/02/2010

 

 

MODINHA AO LUAR

Paulo Silveira de Ávila

 

Não me veja desse jeito

como se eu fosse insólito.

Não me faça segredo

venha descerrada e franca.

Lembra que estou vivo

mesmo passada a tormenta

do corpo cansado e estressado.

Não se esconda,

olhe-me nos olhos

descubra puros encantos.

Ouça então o meu "eu"

a canção que reservei para nós

e o coração resplenderá de amor

seduzidos pela mágica do canto

que embala a sinfonia do amanhecer.

 

18/02/2010

MODINHA AO LUAR

Lucio Reis

As flôres já foram depositadas

O jardim irá florir

E quando a felicidade vir

Cada face irá sorrir

O sol pode penetrar

Por alguma fresta do amar

E a única despedida a nada permitir

É a definitiva a plantar

Apenas saudade a cada lembrar

E quando a lua se fechar

Querendo o enamorar apagar

 Abre-se a vida com o sol

Para nova paixão recomeçar

O faz de conta para o amor

É questão determinante

Se houve querer, houve amante

Nada poderá ser apagado simplesmente

A recordação fixa raiz no ontem

E viagem de retorno, bem!

Não há como modificar, hoje é o ponto de partida

Apenas o veículo é a imaginação

Com a facilidade de ter consigo o coração

E como companhia, as vezes a ilusão

A malandragem do amor não tem esconderijo

Perigoso se torna quando apenas há o finjo

Pois o esquecimento ato natural

As vezes até proprosital

É apenas um jogo, nada mal

Sendo mais legal

Encontrar a porta aberta, e o abraçar

Sem dúvida será sensacional.

Belém do Pará

18/02/2010

 

 

 

 

 
 

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