MÓRBIDO SILÊNCIO
*Marlene
Constantino*
As vezes o silêncio, perde a cor e nada
traz.
Vai galgando os montes, atravessando
mares,
num calar, que até parece tão mórbida
morte.
Nada é manifesto, nada se fala e
reflete.
Só um sol sem tom, deslizando se
desfaz
num rito, cerrando as cortinas do
olhar.
Um doído lamento soprou na voz do
vento,
sombreando os vales, trazendo na
garganta
um oculto murmúrio, soletrando um
adeus.
01/04/2008
Imagem de algas fotografadas por
ASOL
em Arraial do Cabo/RJ
enriquecida na linda
arte do amigo
ALEX