. Lopes


 



 
 


 
 
No limite eu canto
*Marlene Constantino*
 
Minh'alma
vive sonhos de primavera
sobrevoando a mais alta colina
Tocando nuvem, ouvindo anjos,
banhando-se no orvalho da manhã
revigorando-se, cantando verso
abraçando o sol.
Em torno do fogo, dança.
Enquanto a carne padece
nos liames do corpo, a dor acontece
fazendo gemer o sangue nas veias.
Não é doce o sabor dos momentos
amortecidos de canto.
Minh'alma busca o vago, o universo,
uma palavra fertilizada recitada em verso
canto um gemido, gemo colorido.
A dor é minha... O poema é lirismo
e eu vos dou cheio de encanto.
 
02/04/2009
 
"Realidade de desencanto"
Marcos Sergio T. Lopes
 
Sonhos e sonhos
E a realidade torpe
Roubando com sagacidade
O que o coração faz canto
E almeja tanto.
E o corpo procura
Deseja matar sua sede
Enquanto os estéreis momentos
Nega um unico sequer.
Agarro-me nos braços da ilusão
Fingindo um tanto
Tentando me convencer desse lirismo
Que foge e devolve com cinismo.
A alma, dilacerada, silencia
Procura fugir desse estado.
Mas o corpo grita de dor
E revolve em prantos.
Engulo esse tudo
Pincelo no rosto um ensaio de sorriso
Deixo pensarem uma verdade que não existe.
24/04/2009
 
 
 
 
 
::::VOLTAR::::