Os versos que eu não escrevi

*Marlene Constantino*
 
Naquele passado, já tão distante
foi deixada numa tabula a inscrição:
  "A cada instante você está
descobrindo os sóis que há
em seu universo, e um por um
começam a brilhar;
Logo você será uma galáxia.
Eu como navegante solitário
poderei viajar por seus sóis
e, continuar os meus sonhos.
Sonhos estes que estão em você..."
Era um poema de amor
cálido e puro como o teu olhar
casto e sincero como o teu sentir
um amor que transcendia a luz
nem o tempo conseguiu apagar.
Nosso amor feito de querer
um elo de convivência e doação
às vezes de saudade
que o perto parecia tão longe.
Um amor que via por cristais
tudo ficava tão transparente
a luz dos olhos refletiam
todas as lágrimas e alegrias
todas as carências 
todos os sonhos e esperanças
todos os medos que um amor
pode sentir.
Foi um poema que traçou
um trajeto, talvez um encontro
em algum lugar nas estrelas.
Eu quis escrever um poema
o melhor de todos os poemas
daquele que acendesse todas
as luzes do universo
que preenchesse toda galáxia
que conseguisse revelar
o tamanho do meu sentimento
e que um dia teus olhos pudessem
 nele pousar e acreditar
que nos versos que não escrevi
está o poema que se perdeu
no meu infinito ser.

"Se a dimensão do meu amor
não for o Sol, talvez seja
desta lágrima que cai"

*A*SOL*

 19/09/2007

 

 

 

 

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