Ouço-te
*Marlene Constantino*
 
 no cantarolar da fonte,
no gotejar dos cântaros.
Cada gota
 cá dentro verdeja um canto
Pleno, Indivisível.
Por ti, clamam
meus desgarrados rios.
Só pra ti 
 se ri meu corpo inteiro.
O que mais importa?
Mesmo que, gema a roldana
e se quebre a corda,
sei que a distância,
será sempre menor, que a saudade.
Chamar por ti foi meu desafio,
o tempo escorre corrompido
por incertezas tantas.
O que importa?
se o para sempre pode se fazer
em segundos.
 
 
 
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