Pálida chama
Marlene Constantino
Ontem era chama,
luz em minhas catedrais.
Um balé de boboletas enfeitando
um cenário cor-de-rosa.
O arfar das pupilas entoava
a mais bela melodia...
Ouvia, até o marulhar das ondas,
em minhas veias...
Sonhava.
Rendia-me,
corpo e alma ao pensamento.
Envolvia-me
inteira às rendas do olhar.
Hoje com olhos cerrados
te busco,
te chamo e tu me falha?
Chama
qual vento te sopra,
te acende e te apaga?
Ontem era tudo, hoje quase nada.
Jpg Casal
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