Meu pai querido
Ficou a canção antiga 
como uma oração sentida...
um grito embargado na garganta,
um gemido sufocado no peito...
 
Uma saudade sofrida,
tão cheia de lágrima reprimida.
A palavra, que busco na alma,
meu coração não abre e chora.
 
O punhal, que fere e mata,
destoa as cordas da inspiração,
tudo leva, desfigura o verso,
as rimas tiram-me do tempo
em que era feliz contigo.
 
Mais uma vez minha poesia
não sobrevive,agoniza e morre...
com você dorme
em algum lugar no céu...
 
Marlene Constantino- 09/08/2009
 
 
 
 
 
 
 

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