PÓ E SÓ
Marlene
Constantino
Foi um mal tempo,
daquele em que tudo fica revirado.
Um arrastão sem tamanho
daquele que
leva a alma da gente.
Perdi o rumo, o prumo.
Já não sei quem sou.
Onde
estou, pra onde vou não sei.
Incerto, rasgado sofro...
Choro o meu
sangue...
Oro os meus pedaços...
Sinto a lágrima como lava queimar
meus poros, meus lábios num eterno silêncio.
Vago. Procuro os meus, os
teus passos...
Inútil!
Quem disse que vemos pegadas
em areias
movediças?
Mas pra que contar os grãos
se um dia o vento os levará sem dó
nem piedade,
soterrando a alma da gente?
Aqui dentro, hoje vejo pó e
só!
Atordoado,
Já nem sei se sobrevivi ao caos,
ou se morri mais uma
vez!
19/03/2011
Tube Mulher
Pascale
Tube Paisagem
Pascale