CHOREMOS
JUNTOS?
*Marlene Constantino*
"Eu faço versos como
quem chora".
Choro nos meus versos, ou meus versos choram..
ou quem sabe
alguém junto também chora..
parece triste, mas lavamos a
alma.
Fragilidade todos temos,
mesmo os que se fazem de durões, um dia
chora.
Essa coisa de que homem não chora
é um papo bem
furado...
somos como a terra que precisa da chuva,
para que não nos
tornemos áridos..
Portanto, chore nos teus versos, chore além
deles,
chore fora deles, que eu choro com você.
A fragilidade do homem
está no coração,
uma árvore que não se curva quebra,
de nada adianta a
soberba.
Seja um poeta nas tuas vontades,
faça de tuas vontades
poesia,
mas não deixa o sonho se findar.
Vá de encontro ao homem poeta
dentro de você,
encontrará com tuas reais vontades
num cantinho do seu
coração.
SP. 21/02/2006