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Não arranque versos do
meu coração
*Marlene Constantino*
^A^¤Söl*®
Sinto muito medo,
não me apavore
minha alma salta do peito
e se esparrama
como pétalas douradas
em solo enegrecido
minha garganta rouca,
grita feito louca
em abismo enfeitado
em eras desconhecidas.
Chove pérolas e teimo,
insisto ver canteiros em lama.
Um vinho doce,
que se transforma em fel.
Resgato minhas dores,
retenho meus amores
como véu a encobrir
o sol do meu caminho.
Faço-me noite,
sombra às tontas e às cegas,
só para esconder de você
que estou apaixonada.
Carinhosamente

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