OCULTOS SENTIMENTOS
 
*Marlene Constantino*
 

Na sombra - vão meus versos em ocultos sentimentos.
 Vem em rimas um cantar de brumas aqui no meu peito.
Ao cair da noite, chego aos teus olhos em vil saudade.
 Ao raiar a luz, aquecerei as trevas frias, serei só chama
lume em tua vida - amor e sonhos ardentes em juventude.
Descem as brumas, meus versos pisam o chão desfeito,
vão pelas curvas, entre os montes, em luas sem plenitude.
ocultando todo sentimento, sem promessas e sem efeitos.
Na Luz do amanhecer, sei que muros e pontes atravessarei
sem segredos, sei que sem dilúvios direi: eu sempre te amei.
 

16/11/2007 -ASOL*
 
 
 
 
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