*Marlene
Constantino*
Hoje levei o meu barquinho,
naquele rio sem corredeiras
e fui navegando mansamente.
Meu
espírito..
ahh!! esse meu espirito
inquieto,
mesmo sendo levado por brandas
águas,
queria adentrar rapidamente ao
paraíso.
Queria olhar tudo,
como a criança
num parque
de diversões,
queria tocar, sentir,
absorver.
Era tudo tão
tranquilo, ouvia a tua respiração
e
a minha, ficava
inaudível.
Qual é a nossa esfera?
será que andamos juntos em algum lugar?
Foi naquele deserto?..
porque adoro desertos,
adoro passos na
areia.
Me fascinam.
Ou foi no trigal amarelo do Vale
Fértil,
onde o sol iluminava os campos de
trigo
e o vento balançava como se fossem
cabelos de ouro.
Não sei... há tanta energia no
ar... Eu sinto.
E quando comecei a navegar o
meu coração
ficou sacudido, aos pulos e
dos meus olhos
vazaram pesadas lágrimas.
A sensação de estar dentro de você
navegando por teu
sangue.
Sabe !! te sinto no
silêncio das horas
no acalanto do tempo, na
ponta dos meus dedos.
Escrevo nossa história sem
fim
como se fosse
sempre um
recomeço,
como se fosse pra te ouvir
respirar.
"Quando ouço a tua
respiração
eu perco a minha".
(André Luis
Aquino)