RESTOS
DE CHAMA
Marlene
Constantino
Nós atados, laços
apertados
tapas e
beijos
chorando
risos, gargalhando o choro
um opaco, um
vazio
para um resto de chama diz-se
amém.
É tão contra_o_verso o que na mente
não se fez
esquecer.
Ah quantas
sementes germinadas
em sepulturas infectadas,
infecundas!
Sombreiam
risos esquálidos,
desencontrados
e debochados,
não cicatrizam
os cortes.
Degladiam-se
e abraçam-se
percevejos pelos cantos do quarto.
Vultos incendiários na
cama vazia.
Ah podia ser
menos
profunda,
mesmo
infrutífera as lembranças.
Menos doída a
morte das estrelas,
mais amena
nossas inconstâncias.
Mais um trago do
uni_verso
um gole a mais do veneno
desperto
foi a recaída de um
só!
27/06/2010
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