Se eu pudesse, buscava na
minha mente,
as tantas
vezes, que lhe amei...
Quando nos amamos...
Também não sei!
Nem sei aonde, nem qual
tempo foi,
que o tive em
meus braços;
talvez, em algum lugar
tão distante,
que nem meus olhos
atingem,
Ou, num tempo
outrora esquecido.
Uma sensação estranha
também me diz
Que num espaço de tempo
Minha vida
esteve enlaçada em tua vida
Se pudesse, trazia você
na minha realidade
porque minha
fantasia, já não é o bastante.
Porém os braços tão
abraçados
E os beijos tão sentidos
Foram rompidos pelo
capricho dos deuses
Num extremo
vazio!
Se eu pudesse, beijava
você,
como noutros
tempos fazia
e, qual tempo é esse, que
não me recordo ?
Uma leve brisa
Um olhar perdido!
E o tempo que esqueceu de
voltar...
Se pudesse, enlouquecia
de prazer
na sua boca e
no seu abraço,
fazia do seu
coração a minha moradia...
O coração desmemoriado
Esqueceu do passado
Só a alma carregou
consigo
As marcas de
nós dois.
Se pudesse, trazia seu
corpo
junto do meu na
mesma sintonia...
Se pudesse, sentir seu
cheiro,
seu suor
quando cansado,
me
lembrava, de quando foi, que lhe amei...
Fecho os olhos querendo
trazer tudo novamente:
Teu toque, teu cheiro
O desejo e o calor!
A vida debocha da minha
insistência
Diz prá mim que você foi
embora um dia
Por isso nesse agora
sente a minha ausência.
Se eu pudesse,
nessa cavalgada
chegar até você...
fazer-lhe ouvir meu
grito,
meu apelo nessa
sinfonia,
meu gemido de
amor saia do meu peito.
Teus ais se amargam
dentro de você
E, por mais que eu sinta,
Nossa vida em outra
vida...
Esse agora diz que hoje
Teu grito não pode ser
atendido.
Se pudesse ser querida,
tanto
quanto lhe quero neste momento,
o "se eu pudesse"
se transformava em
"eu posso ter-lhe
agora".
O meu
presente tão sonhado ..
"Você"
Existe um "se" estacado
entre nós
Com gosto amargo de "não"
Que não me leva ao teu
encontro
Já que nos perdemos uma
vez
A cavalgada do amor
Esquece agora de nascer.