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SEM PENA
*Marlene
Constantino*
Nem sei se vale a pena escrever poema, deixar
escorrer esse rio de sentimento, traçar os caminhos na direção do
vento, deixar vazar, descrever o peito em
pena.
Explicar o porquê do calor e da friagem do
corpo, um estado corrompido pela dor. Dos sorrisos no espelho, miragem
sem cor camuflando verdades, insinuando
coragem.
Angústias maquiadas, efeitos em purpurina. Nem
sei se vale a pena semear os sonhos em canteiros inférteis só pra
iludir rimas, fantasiar o germe de rosas sem
espinhos.
Quero fazer a pena soltar dos
presídios, dar penalidade máxima à alma. Sem piedade, cruas
verdades, com efeito, lançar na face nua.
Quero fazer valer a pena o claustro da dor,
sem cheiro de flor, na ânsia de poder um dia definir, distinguir no
verbo o perfume do amor.
^A^¤Söl*®
30/12/2007

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GINATUBES FEMME 1570


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