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SILÊNCIO SANGRADO
*Marlene
Constantino*
Meu coração
aflito chora,
e os meus
olhos não conseguem
conter, esse
dilúvio de sentimento.
Eu sei, que a
minha garganta tem
o dever de falar, gritar esse amor.
Eu sinto, que
devo, tentar de todas
as
maneiras, chegar até os seus sentidos,
Mas eu me
calo. No silêncio
sangro, nesse
meu grito mudo.
Eu
sinto, que devo levantar, lutar,
que eu
devo correr ao seu encontro,
tentar viver
esse amor com plenitude
bem
junto de você, sem tempo de partir.
Eu sei, que a
minha vida é tão pouca
e que, não
posso desistir de alcançar
esse amor,
que tanto me desperta
e quer viver, mais um pouco com
você.
Preciso tanto, ver-lhe de perto,
Mas eu calo. No
meu silêncio,
minhas
pétalas, esparramam-se
aos seus pés,
numa grande escuridão.
Você não
percebe, você não ouve
também não
sei, se entenderia
essa doída
verdade, que existe em mim,
que o silêncio
sangrando
cala. ![]() ![]() |