SONO E FUGA
 
Marlene Constantino
 
Rasgou o silêncio o canto.
Soou aflito no verso...
Do riso, guizo esquecido,
canto tão meu, tão teu, sufocado em grito.
Destino esse, meio atrapalhado,
de pranto marcou o traço.
Um ponto de partida...
 sem saida...
O arremesso, ou o abandono?
Canto confesso esse,
pranto perverso num silente verso.
No peito fechado, a alma em tropeço,
dor_mente cerrou o olhar.
Deu-se o passo em retrocesso,
da largada partiram-se os laços.
Tão triste esse horizonte...
nosso caminho de fugidios encantos.
 

Código do texto: T3195451
 
 
"FUGA ABRUPTA"
 
E, num acesso, se fez tanto
Escorrido quanto...
Um grito entalado no fundo da garganta
O espanto da dor
Cuspindo na cara tanto desencanto.
O silencio lambeu de forma plena
Enquanto as entranhas estavam estranhas.
Faltou um pouco de tudo
Enquanto o riso partia
Decapitado por tantas águas.
Seria "Não Mais"
Sem mais foi o que restou
Juntado pelas tiras desfalecidas
Escorridas entre os dedos frios
Que implorava um pouco mais
Num vazio absurdo.
 
Marcos Sergio T. Lopes
 
 
 
 

 

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