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"Talvez tenha morrido ou
já estivesse morta em vida."
(poema inspirado na frase
da amiga Marlene Constantino)
Desvairada...
Demente...
Pirada!
Era o pensamento de
tantos
Que com ela
deparava.
Arrastava os trapos em
farrapos
Que retratavam pedaços de
sua estória.
Quando a realidade lhe
cutucava:
Gritava
desesperada
Para depois cair em
gargalhadas
Numa fuga que nunca
cessava.
Preferia
assim:
Pegar o
fato
Esconder no meio dos seus
panos fétidos
Para não ter que, reviver,
todos os cortes novamente.
Que importava o que
pensavam!!!
Que importava qual era o
dia!
Nem por onde
andava
Se
comia...
Ou se
lavava.
Só queria cuspir na cara
da vida
Pelo tanto que fora
açoitada.
Num dia
qualquer
Quando a vida estava
enfarada
Deu-lhe uma ultima
chicotada
Jogou-a no
chão
Tal qual lixo; que não
serve prá nada.
Virou-lhe as
costas
Enquanto a morte juntava
seus pedaços
Levando-a
embora
E a
vida?!
Nem
ligava. Marcos Sergio T. Lopes – 15/04/2010
"A louca andarilha" Marlene Constantino
Tão louca, maluca, varrida, vivia no insano mundo, hospicio de vidas... Seria ela o avesso da humanidade? Ou o próprio homem em seus múltiplos espelhos ou apenas um ermo caminhante numa selva vazia de ideais e certezas?
Era ela um horizonte vestido de realidade. Era a paisagem pintada na tela dos olhos em branco e preto. O estranho " Eu" perdido nas profundezas de um oceano sem arco-íris.
Para aqueles olhos cheios de tudo e nada Para aquele coração vazado em espinhos Para aquela alma num cobertor de tristeza Para aquela face que o sol não beijou. Para aquela que a vida partiu, partida! Dedicamos os versos
"Sou uma estranha a mim mesma, que dirá ao outro" (ASol - 16/04/2010)
pela reprodução de um fato real extremamente triste no nosso cotidiano, algo que na maior parte dos olhares, se tornou corriqueiro e muitas vezes nem mais sentido, por tornar-se familiar à percepção, que só volta a ser notado quando os olhos se deparam com aquele canto vazio. Tomei a liberdade de oferecer como Versos Ofertados aos Andarilhos ! ![]() ![]() ![]()
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