TE ENCONTRO NO AZUL
DO MEU CANTO
*Marlene Constantino*
 aquieto-me,  apenas sinto.
Sorvo cada palavra, cada pérola que cai,
cada clamor, que o vento traz.
O mar canta nos oceanos um arfar
incontrolado de paixões;
 avança, entoa um marulhar nas ondas,
tremula o corpo entre as espumas.
Não grito, apenas sinto.
O azul que sublima nossa quietude,
é o mesmo azul, que tinge a nossa alma.
Não pecamos, por trancar a boca,
ouvir o coração, nessa lírica melodia. 
O espaço, o traço e o negrume do tempo,
jamais mudará a cor desse encontro
porque azul é a nossa verdade.
O verso, apenas muda a entonação,
na voz do canto.
O compasso é o mesmo, o caminho
se faz nos mesmos quereres.
Por acaso nos encontramos
no cume da dor
e as nossas entregas se dão no azul
das nossas necessidades.
 
30/05/2008
 
Acabo o verso,
o azul dos meus olhos vazam.
Uma voz por dentro suplica
um canto -  "Eu Te amo"
 
 
 

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