TORPE ADORMECER
 
*Marlene Constantino*
 
Narrado por Marcos Sergio T Lopes
 
Quando estes olhos se fecharem,
 desta boca não soarem palavras ,
tudo se fará amplidão neste silenciar
e este universo, se fará luz, esvaindo-se
no ar... serei poeira, nuvem num olhar,
 silhueta em véu, desperta em mentes
em horas revestidas de saudade e ilusão.
Tempo esse, que não será o meu.
Serão partes minhas, corrompidas pelo adeus,
  em ecos esparsos, zumbidos incompreensíveis,
clamores ao vento em torpe despedida.
Sei que tu viverás silente, meu coração alado,
entre os interstícios de um verso sofrido
no punho de um poeta, que sonhou vida.
 
^A^¤Söl*®
02/12/2007
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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