Um mar a me levar
*Marlene Constantino*
 
 
Com a ponta dos dedos 
chego a tocar a superfície do mar...
é como se de repente a tua alma
 dele fosse emergir...
Quando te vejo chegar,
quando te sinto respirar, falta-me o ar
É como se todas as palavras
criassem asas e soubessem voar...
Toca o céu e o meu coração...
Quando ouço a tua voz,
eu rasgo o silêncio...
Não dá pra emudecer
quando bebo dos teus dons,
me torno o verbo, meu grito
a mais pura sinfonia...
Versos, que se misturam
aos meus, num sussurrar interior.
Voam, como a ave noturna
buscando pouso na escuridão.
Um gemido que atravessa,
como lança, o peito da noite...
num emaranhado de ondas
Pousa em mim...
geme em mim...
 abre pra mim...
o teu amor selado.
 
26/04/2009
 
 
Emaranhando das Ondas
Angelo Sansivieri
 
Teu amor foi selado,
junto ao meu na mais pura sinfonia,
respirando teu coração,
em mares perfeitas.
 
Gaivotas flutuam sobre o céu onipotente,
nas águas verdejantes,
bóia o meu grande amor por você.
 
Não há suplicas,
tampouco eclode a escuridão
dos dias passados entre nossas almas,
neste grande pouso noturno.
 
Rasgam-se o silêncio das verves,
e com lança cravada em meu peito,
busco no emaranhado das ondas,
os dons da nossa semeadura.
 
26/04/2009
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

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