UM TORPOR EM POESIA
 
*Marlene Constantino*
 
Na Poesia explode a paixão, flor aquarela
que brota em canteiros fértilizados de um Eu.
 
Emergente mar, que avança em ondas esparsas,
que vem aflorar em meus lábios um  acaríciar.
Ternura sonora, tocando este momento meu.
 
Um querer-te tão perto, balbuciando no peito
fazendo meu corpo em nuance, num despertar
de respostas traduzindo um refletido desejar.
 
Um tufão de libido, num soltar-se de amarras,
devencilhando das redes, de brumas escuras,
vem deixar na pele este rastro de luz-poesia.
 
Deixastes em mim, sintonia dum peito arfante
deixo-te tatuada a minha silhueta em fantasia.
Ficarás em mim amado, como fonte inspirada.
 
Ficaremos para sempre, como as almas mais desejadas,
neste terno sonho, que fará brilhar nosso semblante.
 
08/09/2007
^A^Söl*
 
 
 
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Jpg Rolf Hilger

 
 
 
 
 
 
 
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