Um tremor na manhã

Marlene Constantino



Que seja finito,

esse grito angustiado,

no peito selado.

Grito descompassado,

sem passo...

desviado...

das linhas das mãos da vida.

Que seja desfeito

esse nó amarrotado...

amarrado...

largado no tempo, no peito

nublado.

Que assim seja, finito

como a noite, o dia,

o vago...

Que seja solto e livre

no abismo de um beijo

infinito.



"Tal esse que cantou na manhã

os lábios adormecidos!"



09/05/2009

 

 

 

 

 

 

 

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